Taxistas fazem ato para pedir rapidez na regulamentação da lei de aplicativos

Por Tatianne Brandão e Patrícia Mendonça     16/05/2018 10h57 - Atualizada às 16/05/2018 15h44

Cerca de 300 taxistas cobram celeridade na regulamentao da Lei

FOTO: Jos Feitosa
.jpg" data-hashtags="#radiogazetaweb #gazetaweb" style="width:40%;">

Categoria alega perda de 70% nos rendimentos de motoristas desde a implantação de aplicativos no município

Cerca de 300 taxistas cobram celeridade na regulamentação da Lei 

FOTO: José Feitosa

Os motoristas de táxi que atuam em Maceió se reuniram em assembleia, nesta quarta-feira (16), para decidir que ato de protesto deverá ser adotado pela categoria para pedir celeridade na regulamentação da Lei dos Aplicativos, sancionada pelo Presidente da República no dia 27 de março deste ano, aqui no município.

Conforme a lei, cada município pode regulamentar os APPs de acordo com a necessidade da sua região. A assembleia está sendo organizada pela Associação dos Taxistas de Maceió (Asprotam) e são esperados cerca de 300 taxistas.

Desde a atuação dos APPs em Maceió, os taxistas alegam ter perdido cerca de 70% de suas rendas. "A regulamentação traria uma maior tranquilidade para o usuário e para o taxista.  É injusta a atuação dos APPs, pois [os motoristas] não pagam nenhum tipo de tributo, o contrário de nós. Esperamos que a regulamentação da lei aqui em Maceió venha limitar o número de motoristas de aplicativos. Esta é a nossa principal reivindicação", disse o presidente da Asprotam, Everaldo Júnior.

Presidente da Asprotam diz que regulamentação traria maior tranquilidade à catergoria

FOTO: José Feitosa
Entre os tributos pagos pela categoria estão o Inmetro, IPVA - para quem não é isento - e taxa de renovação da SMTT.  O presidente da Asprotam disse que os aplicativos chegam a cobrar, em média, 50% a menos que o táxi. "Hoje para você regularizar um táxi custa cerca de R$ 500", disse o Everaldo Júnior. 

O presidente da Associação das Empresas de Rádio Táxi do Estado de Alagoas, Plínio Carneiro, disse que a média de funcionários que trabalham nas centrais de atendimento das empresas de rádio táxi caiu 50% em dois anos. "Além do desemprego nas centrais, o próprio taxista está sofrendo com a diminuição da sua renda em mais de 70%".

Denis Azevedo, taxista há 15 anos, reclama ser desleal a concorrência com motoristas de aplicativos, por não tem nenhum compromisso a ser cumprido. "Nós taxistas temos regras e tributos a serem cumpridos, os quais as instruções públicas implicaram à nós. Já os motoristas de aplicativos não tem sequer um cadastro físico, com informações básicas, em órgãos competentes, este é outro ponto da nossa reivindicação. É muito injusto a concorrência com eles, isso pode vir a destruir uma categoria", afirma.

Por meio de nota, a Prefeitura de Maceió informou que a minuta do projeto de regulamentação dos serviços de transporte por aplicativos encontra-se na Procuradoria Geral do Município para análise.