CRB: falta de pontaria preocupa Roberto Fernandes na reta final da Série B

Por Isaac Simões | Portal Gazetaweb.com     10/10/2018 16h41 - Atualizada às 10/10/2018 17h16

Apesar do gol marcado contra o Paysandu, Galo segue dividindo, com o Juventude, o pior ataque da Segundona, com apenas 22 gols

Técnico Roberto Fernandes está preocupado com a falta de gols do CRB

FOTO: Ailton Cruz

O CRB chegou ao sétimo jogo seguido sem vitória neste returno do Campeonato Brasileiro da Série B. Nessa terça-feira (10), o Galo foi até Belém-PA e empatou com o Paysandu em 1x1, no Estádio da Curuzu. O resultado fez o time regatiano chegar aos 32 pontos e sair momentaneamente da zona de rebaixamento - agora, é o 16º colocado. Após a partida, o técnico Roberto Fernandes demonstrou preocupação com a falta de pontaria do Galo, que ainda divide com o Juventude o pior ataque da competição, com apenas 22 gols marcados.

- Dos jogos restantes, nós temos quatro em casa. Então, se o CRB fizer valer o seu mando de campo, seguramente a gente vai garantir a permanência. Este vai ser o foco desta semana de trabalho, para que a gente calibre a nossa pontaria, porque o que mais nos preocupa é termos o pior ataque da competição. Até o Boa [Esporte], que está na lanterna, tem mais gols que o CRB. A gente precisa melhorar nossas finalizações para que possamos nos aproximar das vitórias.

Neto Baiano não marca desde o empate com o Guarani, ainda pela 26ª rodada da Série B

FOTO: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas
De fato, para escapar do rebaixamento, os jogadores do CRB precisarão calibrar o pé nesta reta final. Para se ter uma ideia, somente Rafael Carioca conseguiu balançar as redes em favor do Galo nos últimos três jogos. Até o atacante Neto Baiano - artilheiro do time, com seis gols - está devendo. Ele não marca desde a 26ª rodada, quando o Regatas empatou em 1x1 com o Guarani-SP, no Rei Pelé.

Ainda em solo paraense, o técnico Roberto Fernandes disse que, agora, não mais adianta cobrar regularidade do CRB. Segundo ele, o momento é de fazer ajustes a cada partida, de acordo com o adversário.

- Time que mantém regularidade no campeonato não está na zona de rebaixamento. Quando uma equipe contrata um treinador para fazer 10 jogos finais de uma temporada é porque o negócio está desarrumado. Então, você tem que dançar conforme a música. O que todo treinador quer, inclusive eu, é ter uma equipe que jogue contra qualquer adversário dentro ou fora de casa. E quem está na zona de rebaixamento não fez isso durante o ano. Não será agora que irá fazê-lo. Então, nós vamos atuar até o final dessa forma, pensando jogo a jogo e fazendo os ajustes conforme o adversário que estiver na nossa frente.

Fernandes também fez questão de valorizar o resultado em Belém, ressaltando a dificuldade de encarar o Papão diante do torcedor paraense.

- Foi um resultado importantíssimo porque era um confronto direito. O CRB vem a Belém e consegue voltar para Maceió fora da zona de rebaixamento. É óbvio que o ideal era a vitória, mas a gente sabe como é que funciona. Não jogamos contra qualquer equipe. Apesar da campanha, o Paysandu tem bons jogadores. Nós conhecemos a tradição do Paysandu, a torcida do Paysandu e o quanto é difícil jogar aqui na Curuzu. Nós viemos para cá com o objetivo inicial de não deixar o Paysandu nos ultrapassar.

Para permanecer fora do Z4, o CRB precisará secar o Juventude (18º, com 32 pontos) e o Sampaio Corrêa (19º, com 29). O time gaúcho recebe o Goiás às 19h15 da próxima sexta-feira (12), no Alfredo Jaconi. Se pontuar em casa, o time de caxias vai ultrapassar o Galo. 

No mesmo dia, o Sampaio vai encarar o Atlético Goianiense, em Goiânia. Qualquer vitória coloca o time maranhense à frente do CRB.