Após tragédia, Corpo de Bombeiros começa a mapear alojamentos de clubes em AL

Por Larissa Bastos | Portal Gazetaweb.com     11/02/2019 10h25

Incêndio matou dez atletas de base no Rio de Janeiro; de acordo com major, centros de treinamento alagoanos serão fiscalizados

Incêndio no Ninho do Urubu foi registrado na última sexta-feira

FOTO: Reprodução: TV Globo

Depois da tragédia que deixou dez jovens mortos no alojamento do Flamengo, o Corpo de Bombeiros de Alagoas começou um levantamento para fiscalização em centros de treinamento alagoanos. Os estudos estão sendo feitos pela Superintendência de Atividades Técnicas do CMBAL.

Segundo o major Valdomiro Cavalcante, num primeiro momento estão sendo levantados os locais que já possuem projetos do tipo e também aqueles que não apresentaram projetos para que possa ser definida a fiscalização. "Ainda não temos esses dados e por isso está sendo feito o estudo", aponta.

Ele ressalta que o cadastro dos alojamentos junto ao Corpo de Bombeiros e a outros órgãos públicos é de responsabilidade de quem os constrói, o que dificulta um pouco o trabalho. "Eles que devem cadastrar os alojamentos. Estamos buscando os que já foram cadastrados e vamos fiscalizar se o que foi cadastrado corresponde à prática"

O major acrescenta que a preocupação com a situação desses centros de treinamento se agravou com a situação registrada no Rio de Janeiro, onde dez jovens morreram e outros três ficaram feridos após um incêndio nas dependências do Flamengo. "Surgiu essa preocupação e essa é uma demanda presente dentro da corporação".

O incêndio no alojamento do Ninho do Urubu aconteceu na última sexta-feira e segundo o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil cariocas, as instalações não dispunham do Certificado de Aprovação, documento que atesta o cumprimento de normas de segurança previstas pela legislação.

No clube, os atletas de base, garotos com idades entre 14 e 17 anos, ficavam alojados em uma estrutura provisória de contêineres, onde o fogo teria começado. De acordo com peritos, as chamas teriam sido geradas por um curto-circuito no ar-condicionado de um dos quartos.