Comércio de Alagoas tem o terceiro pior desempenho do País em maio, aponta IBGE

Por Carlos Nealdo | Portal Gazetaweb.com     11/07/2019 17h12

Vendas do setor alagoano recuaram 3,5% na comparação com o maio de 2018

Vendas do comércio alagoano recuaram em maio, segundo IGBE

FOTO: Arquivo/Gazetaweb

As vendas no comércio varejista de Alagoas recuaram 3,5% em maio, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio divulgada nesta quinta-feira (11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o terceiro pior desempenho do País, à frente apenas da Paraíba, que registrou recuo de 7,1%, e Piauí, com retração de 6,5%. 

Na comparação com o mês anterior, o volume de vendas do setor alagoano registrou leve alta de 0,8%. Com o desempenho de maio, o comércio varejista alagoano acumula uma retração de 2,7% no acumulado do ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Em doze meses, a retração é de 1%.

No varejo ampliado, que também leva em consideração os setores de materiais de construção e de venda de veículos e peças, as vendas no comércio de Alagoas registraram crescimento de 2,5% em maio, na comparação com o mesmo mês de 2018. Na comparação com abril, as vendas despencaram 3,5%. Já no acumulado do ano, o varejo ampliado acumula uma leve queda de 0,4%. Em doze meses, houve aumento de 0,9%.

Em maio, a receita nominal do comércio de Alagoas registrou alta de 1,5% ante maio de 2018, e 0,9% na comparação com o mês anterior. No acumulado do ano, a receita nominal do setor em Alagoas acumula alta de 1,7%. Em doze meses, o crescimento é de 2,7%.

Em todo o País, o volume de vendas do comércio caiu pelo segundo mês seguido e ficou em -0,1% em maio, o que é considerado estabilidade. O setor, porém, avançou 1% na comparação com maio de 2018. No ano, as vendas tiveram alta de 0,7%, e acumulam crescimento de 1,3% nos últimos 12 meses. 

Para a gerente da pesquisa do IBGE, Isabella Nunes, o ano de 2019 é como se não tivesse começado para o varejo, devido ao alto nível de incerteza dos empresários quanto aos investimentos futuros e ao mercado de trabalho. Isso se reflete, por exemplo, no indicador acumulado em 12 meses, que permanece estável há três meses.